Metal acumula alta de quase 50% no ano, impulsionado por cortes de juros e instabilidade global
O preço do ouro voltou a subir fortemente nesta segunda-feira, atingindo um novo recorde histórico de US$ 3.949,71 por onça no mercado à vista. O metal, tradicionalmente visto como refúgio em tempos de incerteza, mantém trajetória de valorização acelerada diante da expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos e de um cenário político global instável.
Com o avanço de 1,6% no dia, o ouro acumula quase 50% de alta em 2025 — uma escalada sustentada por compras de bancos centrais, fortalecimento da demanda de proteção e enfraquecimento do dólar. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do metal também registraram máximas, alcançando US$ 3.971,60 por onça em Nova York.
O movimento reflete a expectativa de um segundo corte de juros pela Reserva Federal neste mês, após uma sequência de sete semanas consecutivas de ganhos. Instituições como HSBC, Bank of America e Deutsche Bank já projetam que o ouro ultrapasse os US$ 4.000 ainda neste ano, enquanto o UBS elevou sua previsão para US$ 4.200 por onça.
Além da política monetária, fatores geopolíticos e econômicos — como a crise política na França, os rendimentos crescentes no Japão e o impasse orçamentário nos EUA — intensificam a busca por ativos de segurança. O fluxo de investidores para fundos de ouro (ETFs) também atingiu o maior nível em três anos, reforçando o apetite global pelo metal.
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Fonte: Reuters – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
