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Ouro e prata batem recordes: metal avança rumo aos US$ 4.500

Alta histórica reflete tensão geopolítica e expectativa de cortes nos juros

O preço do ouro ultrapassou US$ 4.480 por onça nesta terça-feira, estabelecendo um novo recorde histórico impulsionado por incertezas geopolíticas e projeções de cortes adicionais na taxa de juros dos EUA. A prata também avançou com força, superando a marca inédita de US$ 70 por onça, após registrar valorização anual de cerca de 140%.

A busca por ativos de proteção se intensificou diante da escalada de tensões, como a crise na Venezuela, onde os EUA bloquearam navios petroleiros. Esse cenário elevou a atratividade dos metais preciosos, especialmente o ouro, amplamente utilizado como hedge em períodos de instabilidade global.

Analistas destacam ainda o papel das compras de bancos centrais e a entrada líquida em ETFs como fatores que sustentam o movimento de alta. Para o Goldman Sachs, o ouro pode alcançar US$ 4.900 em 2026, com viés altista.

Já a prata reflete dinâmicas próprias. O mercado enfrenta restrições de oferta após uma histórica pressão compradora em outubro, somada à incerteza sobre possíveis medidas comerciais dos EUA. Os estoques seguem concentrados em Nova York, enquanto investidores aguardam os desdobramentos da investigação sobre minerais críticos.

A valorização dos metais reposiciona ouro e prata no centro das estratégias de proteção financeira.

O atual ciclo de alta indica uma nova era para os metais preciosos?

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Fonte: Reuters – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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