Segundo o Banco Central Europeu, o ouro alcançou 20% das reservas oficiais globais ao final de 2024, superando os 16% do euro e ficando atrás apenas do dólar (46%). A mudança reflete compras recordes, alta de preços e busca por proteção geopolítica.
Em 2024, o metal ultrapassou US$ 3.500 por onça troy, acumulando alta de quase 30% no ano. Foi o terceiro ano consecutivo com mais de 1.000 toneladas compradas por bancos centrais. Polônia, Turquia, Índia e China lideraram as aquisições, segundo o World Gold Council.
O BCE aponta que a guerra na Ucrânia e o risco de sanções aceleraram a desdolarização. Desde 2022, o ouro passou a ser usado menos como hedge contra inflação e mais como escudo político. O metal rompeu a correlação histórica com juros reais, consolidando seu papel como ativo estratégico.
Esse movimento global tem implicações diretas para países produtores como Brasil, África do Sul e Gana, que veem na valorização do ouro uma janela para atrair investimentos, fortalecer reservas e ampliar sua relevância no mercado internacional.
Hoje, as reservas globais de ouro se aproximam de 36 mil toneladas — quase o pico de 1965. Para 80% dos gestores de reservas, a geopolítica seguirá determinando as alocações até 2030.
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Fonte: Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
