Alta é impulsionada por cortes de juros nos EUA, crise política global e forte demanda por porto seguro
O preço do ouro superou, pela primeira vez na história, a marca de US$ 4.000 por onça, refletindo a busca de investidores por ativos de proteção diante da incerteza política internacional e das expectativas de novos cortes de juros nos Estados Unidos.
Os contratos futuros subiram até US$ 4.014,60 por onça, enquanto o ouro à vista atingiu US$ 3.991, consolidando um avanço de quase 50% em 2025. O movimento foi reforçado pela paralisação parcial do governo americano, que priva o mercado de dados econômicos essenciais para prever o ritmo dos cortes de juros do Federal Reserve.
A crise política na França e a instabilidade nos mercados de títulos e câmbio do Japão ampliaram a fuga para ativos de proteção, alimentando ainda mais a alta do ouro. Segundo a Bloomberg, bancos centrais e fundos de investimento têm ampliado suas compras, consolidando o metal como principal reserva de valor global.
O Goldman Sachs elevou sua projeção de preço para US$ 4.900 até dezembro de 2026, destacando o fluxo crescente de ETFs e a demanda persistente dos bancos centrais, liderados pelo Banco Popular da China, que manteve seu ritmo de compras por 11 meses consecutivos.
Para analistas de mercado, como David Chao, da Invesco Asset Management (India) Private Limited, o ouro segue sendo “um hedge prudente contra o dólar americano e futuros choques geopolíticos”. A recomendação é que o metal represente até 5% da carteira de investimentos em tempos de incerteza global.
Você acredita que o ouro pode ultrapassar US$ 5.000 ainda em 2026?
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Fonte: Bloomberg – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
