Melhora reflete aumento de vendas e ajuste operacional, mas cenário ainda é desafiador
A Paranapanema, em recuperação judicial, registrou prejuízo líquido de R$ 257,5 milhões no segundo trimestre, queda de 62% frente aos R$ 670,7 milhões negativos de igual período no ano anterior. O resultado foi influenciado por encargos financeiros de R$ 153 milhões, custos de ociosidade de R$ 50 milhões e provisões de contingências de R$ 15 milhões. Desconsiderando efeitos não recorrentes e financeiros, o prejuízo ajustado foi de R$ 72 milhões.
A companhia atribui parte da melhora ao avanço das receitas, que somaram R$ 142,7 milhões, alta de 20% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo aumento expressivo nas vendas da unidade da Bahia, que saltaram de 1.198 para 4.746 toneladas, e pela maior participação da modalidade integral na unidade de São Paulo, que passou de 21% para 23%.
O custo dos produtos vendidos, no entanto, subiu 19%, totalizando R$ 177,7 milhões, o que resultou em prejuízo bruto de R$ 35 milhões, 15% pior que no ano anterior. Ainda assim, o resultado financeiro líquido apresentou forte recuperação, fechando negativo em R$ 152,8 milhões, melhora de 73% frente ao prejuízo financeiro de R$ 564,8 milhões registrado no segundo trimestre de 2024.
O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 68 milhões, evolução de 22% no comparativo anual. A dívida líquida encerrou junho em R$ 5,26 bilhões, com 91% do passivo vencendo no curto prazo, devido à reclassificação de dívidas em renegociação. A empresa segue em tratativas com credores para buscar novas condições que viabilizem o reequilíbrio financeiro e operacional.
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
