Cotação reflete demanda estrutural em alta e incertezas na produção global
O cobre voltou a se valorizar fortemente nesta segunda-feira, com os contratos na London Metal Exchange atingindo US$ 11.094 por tonelada — apenas US$ 10 abaixo do recorde de maio de 2024. Já na COMEX, os futuros chegaram a US$ 11.568 por tonelada, aproximando-se do recorde absoluto de US$ 12.330.
O avanço coincide com o otimismo em torno de um possível acordo comercial entre EUA e China, o que melhora as perspectivas de consumo do metal industrial. O movimento ocorre em meio a uma série de interrupções em algumas das maiores minas do mundo, como Kamoa-Kakula (Congo), Grasberg (Indonésia) e um dos principais complexos subterrâneos do Chile.
Esses incidentes levaram o International Copper Study Group a revisar para baixo sua previsão de crescimento da oferta em 2025 — de 2,3% para 1,4%, frente aos 2,8% observados em 2024. As projeções de déficit reforçam preocupações quanto à capacidade da indústria em acompanhar a demanda, que deve crescer cerca de 70% até 2050, segundo estimativas da BHP.
A queda do dólar no ano também contribuiu para o movimento, ao tornar os contratos de metais mais atrativos para investidores internacionais.
Estamos prontos para uma nova era do cobre como metal crítico?
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