Demanda por metais para transição energética reacende apetite por investimentos.
O setor de mineração volta ao radar de fundos de private equity.
Segundo novo relatório da S&P Global, a demanda crescente por minerais críticos — usados em baterias, carros elétricos e tecnologias de descarbonização — deve impulsionar novas rodadas de investimento no setor.
Apesar da queda nas cotações, o alerta é claro: será necessário construir novas minas para atender à eletrificação global. E isso exige capital de risco.
Destaques do estudo:
– US$ 152,8 milhões em investimentos no 1T25, mesmo após queda frente a 2024
– Europa lidera os aportes com US$ 124,5 milhões, seguida pela Ásia-Pacífico
– Os maiores deals foram com a francesa GravitHy (US$ 64,7 milhões) e a finlandesa Terrafame Oy (US$ 52 milhões)
“A transição energética deixou de ser o único motor. Agora é também eletrificação, veículos elétricos e descarbonização industrial”, destaca Martin Valdes, da Resource Capital Funds.
Segundo a S&P, o único metal com crescimento de produção no período foi o lítio — que alcançou recorde histórico no 4º trimestre de 2024. Já o cobre, níquel e cobalto enfrentam oferta mais restrita.
Mas nem tudo são ventos favoráveis: tensões comerciais e investigações sobre dependência da China são desafios no radar.
“Metais viraram um tema geopolítico”, afirma Antti Gronlund, da Appian Capital Advisory LLP.
O consenso? Fundos privados terão papel vital na expansão da nova mineração.
Você acha que o private equity vai liderar a próxima onda de mineração sustentável?
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Fonte: S&P Global – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
