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Projeto de US$ 1,4 bilhão no Piauí mira cadeia global de baterias

Níquel e cobalto extraídos no semiárido devem abastecer Europa e EUA a partir de 2029

O Piauí deve entrar no mapa dos minerais críticos com o projeto Piauí Níquel Metaisíquel, da Brazilian Nickel. Avaliado em US$ 1,4 bilhão, o empreendimento pretende produzir 27 mil toneladas de níquel e 1 mil toneladas de cobalto por ano, com início previsto para 2029. O foco é suprir a cadeia de baterias para veículos elétricos e armazenamento de energia, mercados considerados estratégicos por EUA e Europa.

A empresa trabalha em duas frentes de financiamento: nacional, com o BNDES e a Finep, e internacional, com a possibilidade de até US$ 550 milhões via U.S.
Development Finance Corporation (DFC), agência ligada ao governo americano. O apoio se alinha à política dos EUA de diversificação das fontes de minerais estratégicos, reduzindo a dependência externa — sobretudo da China.

A Brazilian Nickel já firmou memorandos de entendimento com duas empresas europeias — a francesa Electro Mobility Materials Europe e a alemã Pure Battery Technologies — que se comprometeram a comprar os insumos por ao menos dez anos. A localização da mina, no município de Capitão Gervásio Oliveira, oferece clima seco, geologia favorável e acesso a áreas planas, reduzindo o consumo de insumos e aumentando a viabilidade técnica.

O projeto também aposta em práticas sustentáveis: 78% da força de trabalho em 2023 foi contratada localmente, com 35% de participação feminina. Além disso, promoveu ações de educação ambiental com 1.200 participantes e investiu na pavimentação de estradas para reduzir a emissão de poeira.
Minerais críticos exigem mais que reservas. Exigem estratégia industrial, visão geopolítica e execução local com impacto positivo.

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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