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RGM obtém licença para projeto de R$ 1,7 bilhão em titânio no RS

Mina de São José do Norte poderá retomar produção nacional do metal

A Rio Grande Mineração (RGM) recebeu do Ibama a Licença de Instalação (LI) para o Projeto Retiro, em São José do Norte (RS). Com investimento previsto de R$ 1,7 bilhão, a operação poderá iniciar em 2027 e produzir até 23,7 milhões de toneladas anuais de minério ao longo de 11 anos.

É o maior avanço regulatório desde a obtenção da Licença Prévia, em 2017. A liberação marca o início dos estudos finais de engenharia, modelagem societária e viabilidade econômica. A planta usará dragagem em cava artificial e métodos físicos — sem reagentes químicos — para separar os chamados minerais pesados: ilmenita, rutilo e zirconita.

A produção anual esperada é de 347 mil toneladas de ilmenita, 4,5 mil de rutilo e 46 mil de zirconita. O transporte será feito por rodovias e operadores logísticos até polos cerâmicos no Brasil ou via Porto do Rio Grande para exportação.

Com 1.800 hectares licenciados, 90% da área está coberta por plantações de pinus — o que eliminou a necessidade de suprimir vegetação nativa, um fator decisivo para o licenciamento. O projeto também se comprometeu com contrapartidas ambientais e sociais definidas pelo Ibama, com possibilidade futura de ampliar sua atuação na região costeira da Lagoa dos Patos.

A operação poderá gerar até 350 empregos diretos e 3 mil indiretos, com impacto relevante na economia local. Segundo a RGM, o empreendimento marca o retorno da produção de titânio no Brasil, após dois anos de dependência total de importações.

“A LI nos dá segurança jurídica e ambiental para avançar. Ainda somos um projeto, mas este é um passo decisivo”, afirma Raffaele Cameli, diretor da RGM.

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Fonte: Jornal do Comércio – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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