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Rinehart amplia domínio: US$3,5 bi em terras-raras

Investimentos da bilionária australiana disparam com tensão EUA-China

O valor das participações de Gina Rinehart em mineradoras de terras-raras ultrapassou US$ 3,5 bilhões em 2025, impulsionado pela disputa geopolítica entre Estados Unidos e China pelo controle desses minerais estratégicos. A Hancock Prospecting, empresa privada da bilionária, reforçou sua presença no setor com um aporte de US$ 22,5 milhões na australiana St George Mining Ltd, elevando sua exposição a projetos críticos fora da China.

A corrida por fontes alternativas de suprimento ganhou força após novas restrições chinesas às exportações e ameaças de tarifas adicionais por Washington. Esse cenário valorizou companhias como Lynas Rare Earths Ltd e Arafura Rare Earths Limited, ambas com participação relevante de Rinehart. Seu investimento na Lynas triplicou desde janeiro, atingindo US$ 1,7 bilhão, enquanto a fatia na Arafura dobrou, superando US$ 100 milhões.

Nos Estados Unidos, a empresária detém 8,5 % da MP Materials, avaliada em US$ 1,85 bilhão após o Pentágono adquirir uma fatia estratégica de US$ 400 milhões para garantir suprimento doméstico. O movimento reforça a urgência de diversificar cadeias globais e acelerar a criação de reservas estratégicas, como a de US$ 1,2 bilhão anunciada pelo governo australiano.

O avanço de Rinehart sinaliza uma mudança global: o controle das terras-raras tornou-se não apenas um tema de mercado, mas um ativo de poder.

A disputa por minerais críticos é o novo petróleo do século XXI?

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Fonte: AFR – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe dafemto designn.

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