Primeira concessão hidroviária do país prevê dragagem e gestão ambiental para garantir navegação contínua
A concessão do trecho sul da Hidrovia do Paraguai promete transformar a logística da mineração no Centro-Oeste. O projeto, primeiro do tipo no país, prevê dragagem regular, sinalização, balizamento e gestão ambiental ao longo de 600 quilômetros entre Corumbá e a foz do rio Apa, na fronteira com o Paraguai. O edital deve ser publicado no segundo semestre de 2026, após análise do Tribunal de Contas da União.
A iniciativa busca assegurar o calado mínimo durante todo o ano e reduzir interrupções provocadas por estiagens, que hoje podem ultrapassar dois meses. Com a operação privada, a expectativa é que as paradas não superem oito dias anuais. O secretário nacional de Hidrovias, Dino Antunes Dias Batista, afirma que a navegabilidade é fundamental para o escoamento do minério de ferro e do manganês de Corumbá, cuja produção depende integralmente do transporte fluvial.
Nos últimos anos, a seca evidenciou a vulnerabilidade da rota, reduzindo drasticamente o volume transportado. Com a concessão, o governo estima elevar a capacidade de 9 para até 25 milhões de toneladas por ano. Em paralelo, o Mato Grosso do Sul investe R$ 650 milhões na ampliação dos terminais de Porto Murtinho e Porto Esperança, consolidando a região como polo logístico estratégico.
O projeto integra o corredor hidroviário que conecta Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, combinando eficiência logística com critérios de sustentabilidade ambiental.
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.
