Projeto na Guiné poderá alterar preços globais do minério de ferro
A Rio Tinto estocou cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade em Simandou, na Guiné, para o primeiro embarque previsto para novembro. O carregamento marcará a estreia de uma das maiores minas do mundo, com potencial para remodelar o mercado global e influenciar os preços internacionais da commodity.
O complexo, dividido entre a Rio Tinto, a estatal chinesa Chalco e o consórcio Winning Consortium Simandou, deve atingir capacidade anual de 120 milhões de toneladas até 2028. Apenas a SimFer, controlada pela Rio Tinto, será responsável por metade desse volume.
O projeto é considerado estratégico para a China, maior consumidora mundial de minério de ferro, que busca matérias-primas de maior teor e menor custo para reduzir emissões e consumo energético. Segundo o Fundo Monetário Internacional, a operação poderá elevar o PIB da Guiné em até 26% até 2030.
Com ferro de pureza média de 65%, Simandou tende a aumentar a oferta global em quase 9%, pressionando mineradoras de maior custo na Austrália e no Brasil. A expectativa é de que o governo guineano inaugure oficialmente o empreendimento em 11 de novembro, consolidando um novo eixo de poder no mercado mineral internacional.
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Fonte: Reuters – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
