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Rio Tinto produz primeiro cátodo de cobre com biolixiviação em projeto nos EUA

Tecnologia Nuton inicia operação em escala industrial com foco em baixo carbono e alta eficiência

A Rio Tinto, por meio de sua parceira Nuton, produziu o primeiro cátodo de cobre a partir de minério sulfetado usando biolixiviação em escala industrial no projeto Johnson Camp (JCM), no Arizona. A tecnologia, baseada no uso de microrganismos naturais, alcança recuperação de até 85%, reduz o uso de água em até 80% e corta emissões em até 60% quando comparada aos métodos convencionais de concentração de cobre.

O marco foi alcançado após apenas 18 meses de implantação – um contraste com os cerca de 18 anos normalmente necessários para projetos minerários de mesmo porte. O teste faz parte de uma fase demonstrativa de quatro anos, com meta de produzir 30 mil toneladas de cobre refinado no período.

Nuton substitui as etapas de moagem, flotação, fundição e refino, entregando cátodo 99,99% puro diretamente na mina. Além da eficiência, a solução viabiliza o reaproveitamento de rejeitos, estende a vida útil da mina e encurta cadeias logísticas, contribuindo para a formação de uma cadeia nacional de cobre de baixo carbono nos EUA.

Com investimento de US$ 100 milhões da Nuton, o projeto inicia sua primeira fase de monetização. Em caso de sucesso técnico contínuo, as empresas formarão uma joint venture com 51% da Gunnison e 49% da Rio Tinto.

Cobre mais limpo, direto da mina, é o futuro viável da transição energética?

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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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