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Siderurgia brasileira cresce no 3º tri, mas alerta para pressão das importações

Volume e margens melhoram, mas setor cobra resposta firme contra aço estrangeiro

As maiores produtoras de aço no Brasil registraram crescimento no 3º trimestre de 2025, com alta nos volumes vendidos, redução de custos e recuperação das margens. A demanda firme em construção civil, infraestrutura e agro contribuiu para o desempenho positivo. No entanto, executivos são unânimes: o avanço tem limite diante da forte concorrência do aço importado.

Apesar da queda de 21,4% nas importações em outubro, puxada por fatores sazonais e pelo sistema de cotas renovado até 2026, o setor afirma que a pressão externa persiste. Hoje, uma em cada quatro toneladas de aço consumidas no país vem de fora. A Nippon Steel Corporation saiu da USIMINAS e citou o risco estrutural do mercado brasileiro. A Gerdau fala em “guerra total do aço”. A AVB – Aço Verde do Brasil não espera recuo nas tarifas americanas.

Enquanto isso, o embaixador chinês rompeu o silêncio e acusou o Brasil de protecionismo. A tensão diplomática elevou o custo político das medidas de defesa comercial, mesmo com apoio parcial do governo. Ainda assim, a maior investigação antidumping da história do país foi aberta, envolvendo 25 itens de origem chinesa.

O setor siderúrgico mostra força — mas resistirá sem ações mais firmes contra a concorrência desleal?

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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