Projeto de US$ 23 bilhões entra em operação com envio da primeira carga para exportação.
A Guiné oficializou nesta terça-feira (11) a inauguração da mina de minério de ferro de Simandou e da Ferrovia Transguineana, dando início à operação de um dos maiores depósitos inexplorados do mundo. Com reservas estimadas em 3 bilhões de toneladas e teor médio superior a 65%, Simandou promete alterar o equilíbrio do mercado global.
O primeiro embarque terá cerca de 200 mil toneladas extraídas por dois consórcios: o SimFer (Rio Tinto, Minera Chinalco Perú S.A., Baowu Special Steel Co., Ltd. e governo da Guiné) e o Winning Consortium Simandou (Winning International, Weiqiao Group e Baowu). A previsão é atingir 120 milhões de toneladas/ano em até 30 meses, volume equivalente a 5% da produção global atual.
A entrada de Simandou deve pressionar os preços do minério para US$ 85/t até 2027, segundo estimativas do setor. Outros analistas, no entanto, avaliam que a nova oferta já está precificada. Para a Vale, o impacto será compensado pelo esgotamento de minas existentes e queda na qualidade média global.
Simandou é visto como um movimento estratégico da China para reduzir a dependência de players ocidentais e centralizar parte da influência na cadeia do aço. Hoje, empresas chinesas controlam a maior parte do projeto.
Começa um novo ciclo no minério de ferro, com mais concorrência e novos polos.
Como esse movimento pode impactar o Brasil e a indústria global?
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Fonte: GMK Center – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
