Altos custos ameaçam a reindustrialização metálica dos EUA e Europa
A tentativa de EUA e Europa de revitalizar a indústria de processamento de metais enfrenta um novo obstáculo: a disputa por energia com empresas de tecnologia. Enquanto governos oferecem subsídios e impõem tarifas para estimular a produção interna de alumínio, cobre e outros minerais estratégicos, os altos custos de eletricidade minam a competitividade das fundições locais.
Executivos do setor apontam que gigantes da tecnologia, como Google e Microsoft, estão dispostos a pagar até US$ 100 por megawatt-hora para alimentar data centers, valor muito acima dos US$ 40 necessários para viabilizar economicamente uma fundição. A disputa pressiona preços e compromete contratos de longo prazo, essenciais para investimentos industriais intensivos em energia.
Nos EUA, um único novo projeto de fundição consumiria eletricidade equivalente à de uma cidade como Boston. Mesmo com preços abaixo dos praticados na Europa, os custos ainda superam os do Canadá e da Noruega.
Empresas como Nyrstar e Century Aluminum alertam que sem apoio governamental, incluindo garantias de fornecimento e preço, novos projetos são inviáveis. Para especialistas, o verdadeiro embate hoje não é entre EUA e China, mas entre fundições e Big Tech na corrida por acesso à energia barata.
Como equilibrar o avanço digital e a segurança industrial em um mercado energético cada vez mais disputado?
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Fonte: The Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
