A Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, anunciou reajustes de US$ 20 por tonelada na Ásia e de US$ 50 nas Américas e Europa. Com isso, o preço na Europa passará a US$ 1.130 por tonelada, indicando sinais de recuperação em um mercado que vinha pressionado pela guerra tarifária.
Os aumentos refletem uma mudança de humor entre compradores e produtores. Analistas avaliam que o setor, mais cauteloso após as incertezas comerciais recentes, começa a retomar fôlego. Esse é o terceiro reajuste consecutivo na Ásia e o segundo nas demais regiões desde a imposição das tarifas.
No início do ano, a Suzano aproveitou condições mais positivas e aplicou altas mensais de US$ 60 na Ásia e US$ 220 na Europa e América do Norte. Porém, a instabilidade regulatória interrompeu o ciclo. Os preços de referência da celulose na China (BHKP) caíram de US$ 600 em abril para US$ 500 em agosto.
A reversão começou em agosto, quando a empresa elevou em US$ 20 o preço na Ásia, levando o BHKP para US$ 512. Em setembro, aplicou novo reajuste de US$ 20 na Ásia e US$ 80 nas demais regiões. A retirada das tarifas adicionais pelos EUA reforçou a normalização do mercado e abriu espaço para novos aumentos.
Para especialistas, os movimentos sinalizam início de um ciclo de recuperação gradual da celulose, com a Suzano liderando os reajustes globais. A questão é se a tendência conseguirá se sustentar diante da volatilidade internacional e da sensibilidade da demanda.
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
