Produção de yellowcake deve começar em 2027 com apoio do governo local
A Aura Energy Limited está prestes a inaugurar a era do urânio na Mauritânia. O projeto Tiris, localizado no deserto do Saara, deverá iniciar produção em 2027 com capacidade de 1,8 milhão de libras de U₃O₈ por ano ao longo de 25 anos. A companhia já concluiu estudos hidrogeológicos que comprovam a viabilidade hídrica e definiu um modelo de mineração em hub-and-spoke, com plantas de beneficiamento modulares e transporte por dutos.
O minério, concentrado por peneiramento úmido, será lixiviado em planta central com tecnologia alcalina aquecida, sem necessidade de britagem ou moagem. Com teor médio de 1.752 ppm U₃O₈, o projeto deve alcançar payback em apenas 2,25 anos, com NPV de US$ 499 milhões e IRR de 39%.
A operação será simples, com escavadeiras e caminhões leves, adotando uma abordagem de reabilitação em tempo real, sem pilhas de estéril permanentes. A planta, desenhada para expansão modular, pode dobrar a produção anual em cenários futuros. O fornecimento energético será híbrido, com diesel e solar, e a água virá de aquíferos comprovadamente sustentáveis.
Com apoio do governo mauritano e engenharia conduzida pela Wood, o projeto está pronto para tornar a Aura Energy a pioneira em urânio no país. Tiris pode ainda ser o embrião de uma nova província mineral com mais de 13 mil km² de áreas já requeridas.
A Mauritânia entra de vez no mapa global do urânio.
O Brasil deveria acelerar projetos de urânio com viabilidade semelhante?
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