Acordo inclui lítio, níquel e terras raras para a transição energética europeia
Em março, a União Europeia deve anunciar aportes em cinco mineradoras com operação no Brasil, com foco em projetos de lítio, níquel, manganês e terras raras — minerais estratégicos para carros elétricos e tecnologias limpas.
Segundo a ApexBrasil, os investimentos fazem parte de um acordo político mais amplo entre os blocos, previsto para ser oficializado durante um fórum em Brasília. A intenção da UE é garantir acesso seguro a minerais críticos, mas mantendo o beneficiamento em solo brasileiro — uma exigência do próprio mercado europeu, alinhada à pauta de descarbonização.
Entre as empresas cotadas para receber recursos estão a Viridis Brasil, com projeto de terras raras em Minas Gerais; a Brazilian Nickel, com operação no Piauí; e a AMG Lithium GmbH, que já extrai lítio em MG e possui planta de refino na Alemanha.
A estratégia europeia, baseada na iniciativa ReSourceEU, prevê a redução da dependência externa por minerais críticos em até 50% até 2029. Para isso, estão disponíveis €3 bilhões em aportes até o final de 2026 — com o Brasil no centro dessa agenda.
O governo brasileiro, por sua vez, atua para direcionar os investimentos a projetos que combinem avanço tecnológico, valorização local da cadeia e impacto regional positivo.
O Brasil pode ser protagonista na transição energética europeia sem abrir mão da industrialização interna?
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Fonte: Folha de S.Paulo – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
