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Universidade de São Paulo cria bateria funcional de nióbio e avança para testes industriais

Tecnologia nacional supera principal obstáculo técnico do metal e abre caminho para agregar valor à cadeia

Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram uma bateria funcional de nióbio que opera a 3 volts, é recarregável e já passou por testes em formatos industriais como coin e pouch cells. O sistema supera o principal desafio do uso do nióbio em baterias: sua degradação em ambientes eletroquímicos com água e oxigênio.

A inovação foi possível com o desenvolvimento do NB-RAM (Niobium Redox Active Medium), um ambiente químico inspirado na natureza que estabiliza o metal durante as reações. O conceito foi desenvolvido pelo professor Frank Crespilho, do Instituto de Química (IQUSP) de São Carlos, e refinado ao longo de dois anos pela pesquisadora Luana Italiano, com foco em estabilidade e reprodutibilidade.

A tecnologia tem patente depositada e já demonstra desempenho estável em arquiteturas industriais, com suporte da Universidade Estadual de Campinas. O diferencial em relação a outras iniciativas globais é o uso do nióbio como componente central e não apenas como material de ânodo em baterias de lítio.

O Brasil detém cerca de 90% das reservas globais de nióbio, mas o exporta majoritariamente em estado bruto. A nova bateria representa um salto em valor agregado e abre caminho para liderar globalmente em armazenamento de energia — se houver investimento público e privado em centros de inovação e produção.

A ciência nacional está pronta. O Brasil está preparado para transformar conhecimento em indústria?

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Fonte: EBC – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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