Projeto inédito marca novo patamar na mineração em águas internacionais
A The Metals Company – TMC publicou o Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) do projeto NORI-D, localizado na Zona Clarion-Clipperton, no Oceano Pacífico, tornando-se a primeira empresa do mundo a declarar reservas minerais prováveis de nódulos polimetálicos em águas profundas. O relatório técnico, elaborado sob a norma SK-1300 da SEC, confirma 50 milhões de toneladas com potencial de viabilidade econômica para extração.
Além do PFS, a companhia divulgou uma Avaliação Inicial (IA) dos blocos remanescentes NORI e TOML, com recursos indicados e inferidos que somam mais de 1,2 bilhão de toneladas de nódulos. Os teores médios incluem 1,30% de níquel, 0,20% de cobalto, 1,2% de cobre e mais de 28% de manganês, sustentando um Valor Presente Líquido (VPL) pós-impostos de US$ 18,1 bilhões e TIR de 35,6%.
A estratégia avança com pedidos formais de licença de recuperação comercial junto ao governo dos EUA e com o recente aporte de US$ 85 milhões da Korea Zinc Company, Ltd (고려아연), que agora detém 5% da TMC e opção de compra adicional de ações nos próximos três anos.
O plano de desenvolvimento prevê início da produção em 2027, com investimento de US$ 113 milhões por parte da TMC e da Allseas, utilizando o navio Hidden Gem como plataforma inicial de operação.
Apesar das críticas ambientais crescentes, a TMC aposta em um modelo econômico robusto e defende que o potencial de sua base de recursos supera US$ 23 bilhões em valor presente. O CEO Gerard Barron afirma que o projeto marca uma nova era para suprimento mineral estratégico e sustentável.
O futuro da mineração profunda parece ter ganhado data, lugar e capital.
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Fonte: News Australia NZ South – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
