Mas por que esse acordo muda o jogo no setor?
O maior projeto greenfield de lítio da história chilena acaba de sair do papel
A estatal ENAMI Empresa Nacional de Minería e a multinacional Rio Tinto firmaram uma parceria estratégica para desenvolver o projeto Salares Altoandinos, no coração do deserto do Atacama.
Com investimento inicial de US$ 3 bilhões, a meta é produzir 75 mil toneladas por ano de carbonato de lítio equivalente (CLE).
O projeto marca um avanço decisivo do Chile na corrida por minerais críticos.
O que torna essa parceria única?
- 15 milhões de toneladas estimadas em três salares estratégicos
- Participação: Rio Tinto com 51%, Enami com 49% e poder de decisão
- Tecnologia EDL exclusiva da Rio Tinto, usada no projeto Rincón, na Argentina
- US$ 425 milhões adicionais para estudos de pré-viabilidade e planta piloto
- Receita projetada: mais de US$ 15 bilhões ao longo da vida útil do projeto
O modelo será estruturado via CEOL (Contrato Especial de Operação de Lítio), com repasses a governos locais e apoio à inovação.
Por que isso importa agora?
Mesmo com o CLE cotado a US$ 7.770/t (queda de 90% desde 2022), há expectativa de déficit até 2030, impulsionado pela eletromobilidade.
A Rio Tinto acelera sua presença no setor: comprou ativos na Argentina e selou parceria com a Codelco no salar de Maricunga.
A corrida global por minerais da transição energética já começou.
E o Chile não quer ficar para trás.
Você apostaria em projetos greenfield com esse porte? O risco compensa a visão de longo prazo?
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