A WEG vem ajustando rapidamente sua estratégia global para driblar o impacto da nova política tarifária dos Estados Unidos, que elevou em 50% as tarifas sobre produtos de aço e alumínio importados do Brasil.
A medida levou a companhia a realocar parte da produção para o México, que passa a atender prioritariamente o mercado americano, enquanto as operações brasileiras assumem a demanda da América Latina.
“Temos realocado rotas de exportação, usando produção em outros países, especialmente o México, para abastecer os Estados Unidos”, explicou André Rodrigues, diretor financeiro da WEG.
O plano agora é acelerar investimentos na unidade mexicana, antecipando a expansão da capacidade produtiva e fortalecendo o modelo de produção flexível e regionalizada, construído ao longo dos últimos anos.
Com presença global consolidada, a WEG aposta em diversificação geográfica e agilidade operacional para mitigar efeitos geopolíticos. “Nossa presença global permite reagir rapidamente a mudanças de cenário”, destacou Rodrigues.
As novas tarifas, impostas pela Seção 232, têm elevado custos e pressionado margens. Ainda assim, a empresa mantém resultados sólidos:
- Lucro líquido: R$ 1,65 bilhão no 3º trimestre (+4,5%)
- Margem Ebitda: 22,2%
- ROIC: 32,4%
O executivo ressaltou que os efeitos mais intensos das tarifas devem aparecer no 4º trimestre, mas que a companhia segue juridicamente ativa nos EUA, buscando reduzir o peso das tarifas.
“A WEG é hoje a segunda maior empregadora brasileira nos Estados Unidos, e estamos trabalhando junto a advogados e ao governo americano para lidar com essa questão”, afirmou.
Com estratégia global e execução local, a WEG demonstra como a indústria brasileira pode reagir a choques externos com inteligência e agilidade.
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
