Metal ganha fôlego com alta na produção e sinais de retomada industrial
Embora raramente protagonize os holofotes, o zinco surpreendeu no primeiro trimestre de 2025. A produção global dos 20 maiores mineradores cresceu 6,3% em relação ao ano anterior, puxada por Hindustan Zinc e pela recuperação da operação Century, da Sibanye-Stillwater, na Austrália. O preço acompanhou: encerrou março em US$ 2.840 por tonelada — alta de 19% no ano.
Mesmo assim, a maioria dos analistas ainda projeta um superávit em 2025. A Argus Media prevê que os preços médios recuem para cerca de US$ 2.600 por tonelada, diante do aumento dos estoques. O cenário coloca os produtores num dilema clássico: expandir agora e correr o risco de excesso, ou recuar e perder o momento?
Há sinais positivos do lado da demanda. A Fastmarkets estima crescimento de 1% no consumo global, impulsionado por obras de infraestrutura e recuperação industrial. Players como a Ivanhoe Mines, que elevou a produção em Kipushi em 30% no trimestre, mostram que eficiência e baixo custo ainda ditam vantagem.
Mas o debate vai além do mercado. Reportagem recente do The Guardian US destacou problemas sociais ligados à mineração de zinco no Peru, como escassez hídrica e poluição em áreas vizinhas à mina Antamina, em contraste com recordes de exportação.
Num setor cada vez mais exposto, zinco é símbolo da tensão entre segurança de suprimentos, desempenho financeiro e responsabilidade ambiental. O desafio agora é ir além do volume: construir confiança, transparência e timing estratégico.
Quais medidas podem tornar a cadeia do zinco mais sustentável e eficiente?
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Fonte: Reuters – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
