Jacobina e Itagibá lideram repasses e acendem alerta estratégico
Em janeiro, a Bahia recebeu R$2,29 milhões em CFEM, os royalties da mineração, relativos à produção de dezembro. O valor posiciona o estado como o 4º maior arrecadador do país, atrás apenas de Minas Gerais, Pará e Goiás.
Jacobina lidera o ranking baiano, com R$2,42 milhões repassados graças à produção de ouro. Em seguida vem Itagibá, com R$1,12 milhão, impulsionada pela mineração de níquel da Atlantic Nickel. Barrocas, Santaluz, Sento Sé e outros municípios completam o top 10.
Mais do que uma fotografia fiscal, os dados mostram onde a atividade mineral efetivamente gera caixa público — e onde há potencial para transformar essa renda em infraestrutura, inovação e diversificação econômica.
A lei obriga que pelo menos 20% da CFEM sejam investidos em pesquisa, sustentabilidade e alternativas econômicas. Mas sem planejamento, o risco é repetir ciclos de bonança seguidos por estagnação.
Veja os 5 municípios baianos que mais arrecadaram :
- Jacobina (R$ 2.421.496,11)
- Itagibá (R$ 1.126.186,03)
- Barrocas (R$ 1.121.713,10)
- Santaluz (R$ 944.528,29)
- Sento Sé (R$ 588.675,63)
Para empresas e investidores, o mapa dos royalties indica municípios com maior capacidade de investimento, abertura para parcerias e potencial de longo prazo. Para gestores públicos, o desafio é usar os recursos como alavanca, não como muleta fiscal.
Royalties geram caixa. Mas eles estão gerando futuro?
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Fonte: ANM – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
