Negociação deve ter desfecho nesta quinta-feira e mira ativos estratégicos
Rio Tinto e Glencore têm até 5 de fevereiro para decidir sobre uma fusão que pode formar a maior mineradora do mundo. O centro da disputa: o cobre. Em meio à escassez global de novos projetos e à demanda crescente por eletrificação, o interesse da Rio está concentrado nos ativos de cobre da Glencore — incluindo a participação em Collahuasi, no Chile.
Se concretizada, a operação criaria a “GlenTinto”, superando a BHP em valor de mercado e posicionando a nova companhia com 77% de exposição ao ouro e 15% ao cobre. Estimativas de analistas projetam que o prêmio pode chegar a 27%, elevando o valor da Glencore para até US$ 121 bilhões.
Apesar da complementaridade entre os portfólios, desafios incluem a incorporação de ativos de carvão — dos quais a Rio havia se desfeito — e diferenças culturais entre as empresas. As sinergias esperadas variam entre US$ 3,7 e US$ 10,4 bilhões, abaixo dos US$ 17 bilhões necessários para atingir o ponto de equilíbrio da operação.
A corrida por ativos de cobre também envolve gigantes como BHP, Anglo American e Teck Resources Limited. Diante da pressão por suprimentos estratégicos e transição energética, o setor parece entrar em uma nova era de consolidações.
O futuro do cobre será decidido por quem souber escalar. E rápido.
Gostou? Curta , Comente , Compartilhe , Salve
#cobre #fusõesemineradoras #estratégiamineral #transiçãoenergética #rioglencore #mineracao #mineracaobrasil #theminingbr #femtomining #femto
Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
