Projeto de níquel e PGMs avança com apoio da Orion e incentivos da ZPE
A Bravo Mining Corp. concluiu uma captação de C$86 milhões para financiar os estudos do projeto Luanga, no Pará, voltado à produção de níquel e metais do grupo da platina. O montante inclui uma participação privada de C$34,5 milhões da Orion Mine Finance, que pode aportar até C$300 milhões no projeto.
A empresa utilizará os recursos para aprofundar os estudos de viabilidade técnica e desenvolver uma fundição própria, considerada no PEA publicado em novembro. Com o novo cenário de verticalização, o Valor Presente Líquido do projeto sobe de US$ 1,25 bilhão para US$ 1,86 bilhão.
Testes metalúrgicos preliminares indicaram ganhos expressivos: recuperação de até 30% para níquel e até 10% para PGMs, com redução de 50% no volume extraído, o que implica menor capex e opex. A tecnologia adotada — Jameson Cell — já é aplicada em operações da Valterra Platinum e da Glencore.
A proposta da fundição ganhou força com a criação da Zona de Processamento de Exportações de Barcarena, aprovada por decreto presidencial. O regime especial oferece vantagens regulatórias e fiscais por até 20 anos para projetos voltados à exportação.
Com apoio técnico, capital internacional e ambiente regulatório favorável, a Bravo acelera a construção de um polo de metais estratégicos na Amazônia mineral.
O Brasil pode ir além da extração? A Bravo quer provar que sim.
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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
