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Rio Tinto pode recuar da maior fusão da história da mineração

Avaliação de ativos e preço seguem como impasse no acordo com a Glencore

A proposta de fusão de US$ 300 bilhões entre Rio Tinto e Glencore, que poderia criar um colosso global do cobre, está perto de seu ponto final – ou de um novo capítulo. As companhias devem anunciar se estendem as conversas ou encerram a negociação.

O principal entrave segue sendo o preço. Rio Tinto quer acesso à carteira de 10 projetos de cobre da Glencore, que pode triplicar sua produção no metal. Mas os executivos australianos resistem a pagar um prêmio elevado ou abrir mão de parte relevante de seu negócio de minério de ferro, um dos mais lucrativos do mundo.

Além disso, preocupações com governança, cultura corporativa e a integração de unidades como a divisão de carvão e a área de marketing da Glencore pesam nas análises dos acionistas. O histórico de aquisições ruins da Rio, como Alcan e Riversdale Mining, também pressiona a diretoria a evitar erros.

Com suas ações em alta e foco atual em simplificação e geração de valor, Rio pode sair fortalecida mesmo se desistir. A empresa pode retomar a conversa no futuro, explorar parcerias seletivas ou acelerar sua própria estratégia de crescimento no cobre.

Fusões gigantes ainda fazem sentido na era da descarbonização acelerada?

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Fonte: The Australian Financial Review – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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