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Brasil produz 1,5 mil t de lítio refinado por ano

Vizinhos chegam a 210 mil t e avançam na cadeia de valor

Enquanto Chile e Argentina operam salmouras e escalam refino de lítio, o Brasil aposta na extração por espodumênio – rocha pegmatítica que exige etapas complexas como calcinação e lixiviação.

Segundo a IEA, China, Chile e Argentina dominarão o refino global até 2030. A produção brasileira, somando apenas 1,5 mil toneladas anuais, contrasta com as 210 mil da chilena SQM e as 75 mil da argentina Arcadium Lithium.

Apesar de possuir três grandes players – Sigma Lithium Corp. (Nasdaq:SGML), CBL – Companhia Brasileira de Lítio e AMG Brasil – o país tem operação fragmentada. A Sigma encerra no concentrado; a CBL, embora menor, lidera a produção de carbonato. A alemã AMG ainda exporta o mineral para refino na Europa.

Custo também é um fator crítico: segundo a iLi Markets, o refino sustentável de carbonato no Chile custa US$ 7,6/kg, na Argentina US$ 9,6/kg, e na China US$ 7/kg – valor abaixo do praticado no Brasil.

A Bolívia, apesar das maiores reservas do mundo, não avança por entraves constitucionais que exigem controle estatal total dos recursos.

O Brasil busca ampliar o beneficiamento local, mas o desafio é escalar com eficiência, sem perder competitividade num mercado global cada vez mais verticalizado.

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Fonte: CNN – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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