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A transição energética é, na prática, uma transição mineral.

A demanda por energia limpa está mudando a lógica da mineração global

Enquanto a atenção se concentra em painéis solares, turbinas e baterias, pouco se discute sobre o que torna tudo isso viável: minerais críticos como cobre, lítio e níquel. São eles que viabilizam a eletrificação, redes inteligentes e o armazenamento em larga escala.

A escassez de novos projetos e a necessidade de ampliar oferta com menor impacto ambiental têm pressionado empresas do ecossistema mineral a se reposicionarem.

A Orica, tradicional fornecedora global de soluções para mineração, é um exemplo desse movimento. A companhia tem ampliado sua atuação com tecnologias que combinam inteligência mineral, aumento de recuperação, redução de emissões e uso de energia limpa. Seus projetos incluem soluções digitais de perfuração e desmonte com alta eficiência, uso de emulsificantes com pegada de carbono até 85% menor e estratégias ativas de descarbonização industrial.

Essa abordagem revela um ponto-chave: a transição energética não depende apenas do volume de minerais extraídos, mas da forma como esses minerais são obtidos. A extração passa a ser tão estratégica quanto a geração renovável.

A nova pergunta não é se vamos minerar. Mas como minerar melhor — com menos carbono, mais tecnologia e mais valor.

Quem entender isso primeiro, sai na frente.

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Fonte: Orica Annual Report 2025 – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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