Preço do spodumênio mais que triplicou desde dezembro e reacende planos de expansão
Com a disparada do preço do spodumênio — de US$ 600 em julho para até US$ 2.500 por tonelada em janeiro — mineradoras australianas voltam a investir. A PLS Group registrou aumento de 57% na receita média por tonelada no último trimestre e avalia retomar a planta Ngungaju, suspensa desde dezembro de 2024. A expectativa é que, aos preços atuais, o ativo gere “margens muito, muito fortes”.
Outras gigantes como Mineral Resources Limited (MinRes) e Develop também reavaliam operações antes paralisadas. A MinRes elevou a projeção de produção para 490 mil toneladas em 2026 e cogita reiniciar a mina Bald Hill. Já a Develop pretende ativar o projeto Pioneer Dome ainda este ano, com CAPEX de até US$ 28 milhões.
No longo prazo, os grandes projetos também seguem em movimento. O complexo Greenbushes iniciou processamento na expansão CGP3, adicionando 500 mil toneladas anuais de capacidade. Liontown chegou a um “ponto de inflexão” em Kathleen Valley e já avalia ampliar a produção para 4 milhões de toneladas por ano.
A própria PLS conduz estudos para dobrar a capacidade da Pilgangoora (A$ 1,2 bi) e desenvolver o projeto Colina no Brasil. “Você precisa de P2000, Colina e mais ativos para atender à demanda prevista”, disse o CEO Dale Henderson.
O mercado segue volátil, mas o recado é claro: com a retomada do preço, o lítio volta a atrair capital.
O Brasil está pronto para aproveitar esse novo ciclo?
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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.
