Estudo aponta gargalo no processamento
Os Estados Unidos possuem oferta de cobre equivalente a 146% da demanda anual, considerando produção doméstica, importações e sucata, segundo a Benchmark Mineral Intelligence. O dado contrasta com a China, cuja cobertura é de apenas 40%.
A conclusão desafia a estratégia focada na ampliação de estoques e aquisição de minas no exterior. O principal entrave norte-americano está no processamento, etapa necessária para transformar o minério em cobre catódico utilizado pela indústria.
Apesar de relevante produção interna e geração de sucata, parte significativa do material é exportada para refino, inclusive à China. O país também importa cobre processado para abastecer fabricantes de produtos semiacabados.
Enquanto Washington lançou programa de US$ 12 bilhões para estocagem de minerais críticos, analistas apontam que ampliar a capacidade midstream pode ser mais estratégico do que expandir reservas brutas.
O preço do cobre subiu cerca de 40% desde outubro, atingindo US$ 14 mil por tonelada, impulsionado por disrupções e expectativa de escassez diante do avanço de data centers, redes elétricas e eletrificação.
O debate reposiciona o foco da segurança mineral dos EUA: mais minério ou mais refino?
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Fonte: Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
