Japão busca reduzir dependência estratégica
A trading japonesa Sojitz Corporation anunciou que ampliará suas importações de terras raras australianas, adicionando o samário a partir de abril e expandindo seu portfólio de dois para até seis elementos médios e pesados até meados de 2027.
O movimento ocorre em um contexto de forte dependência do Japão em relação à China, que concentra quase 100% da oferta global de terras raras médias e pesadas. O endurecimento dos controles de exportação chineses reforçou a urgência da diversificação.
O samário, essencial para ímãs permanentes utilizados em caças e reatores nucleares, será produzido comercialmente fora da China pela primeira vez em unidade da Lynas Rare Earths Ltd na Malásia. A demanda japonesa anual é estimada em 80 toneladas.
A Lynas também planeja ampliar a produção de disprósio e térbio, fundamentais para motores de veículos elétricos, além de iniciar a fabricação de gadolínio, usado em diagnósticos médicos e aplicações nucleares.
A Sojitz já investiu cerca de 38 bilhões de ienes na Lynas desde 2011, em parceria com a Japan Organization for Metals and Energy Security (JOGMEC), assegurando fornecimento estratégico de múltiplos elementos.
O desafio permanece econômico. O teor de terras raras pesadas na Austrália é inferior ao da China, elevando custos de produção.
A expansão sinaliza reconfiguração geopolítica na cadeia global de minerais críticos.
A diversificação será suficiente para reduzir a hegemonia chinesa?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
