Fitomineração pode reduzir custo em 40%
Uma startup de biotecnologia está testando a extração de níquel por meio de plantas hiperacumuladoras na África do Sul. A técnica, chamada fitomineração, substitui escavações por cultivo agrícola em solos naturalmente ricos no metal.
A Genomines desenvolveu uma variedade de margarida capaz de concentrar até 7,6% de níquel na biomassa. Com edição genética, a empresa triplicou o tamanho da planta e dobrou sua capacidade de absorção.
O cultivo leva de quatro a seis meses. Após a colheita, a biomassa é seca e processada para gerar óxido de níquel com qualidade para baterias. A empresa estima custo de produção em torno de US$ 10 mil por tonelada, ante média de US$ 16 mil na mineração tradicional.
Além da redução de energia, o processo é potencialmente carbono neutro, pois as plantas capturam CO₂ durante o crescimento. A escalabilidade é um dos principais atrativos: entre 30 e 40 milhões de hectares no mundo teriam teor suficiente para aplicação da técnica.
A empresa levantou US$ 45 milhões para expandir projetos-piloto e comprovar competitividade econômica.
O modelo desafia a mineração convencional ao propor produção até 14 vezes superior à atual, sem grandes estruturas industriais.
A fitomineração pode se tornar alternativa viável na cadeia global de níquel?
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Fonte: DW – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
