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Siderurgia pressiona UE por “Made in Europe”

Setor quer aço incluído e escopo restrito

A indústria siderúrgica europeia intensificou a pressão sobre a União Europeia para incluir o aço nas disposições da futura Lei do Acelerador Industrial. A proposta deve priorizar materiais produzidos localmente quando recursos públicos forem utilizados.

Inicialmente, a cláusula “Made in Europe” foi desenhada para setores estratégicos como baterias, energia solar e eólica, hidrogênio, nuclear e veículos elétricos. O aço ficou fora do escopo preliminar. A inclusão do aço de baixo carbono ainda não está confirmada.

A Eurofer defende que o conceito de “local” seja restrito a vizinhos próximos, como Reino Unido e Noruega. Países com acordos amplos de livre comércio não deveriam ser automaticamente incluídos. Segundo o diretor-geral Axel Eggert, regiões como Oriente Médio, Norte da África, Índia, Indonésia e Vietnã deveriam ficar de fora, sob argumento de sobrecapacidade e menor avanço na descarbonização.

O texto da proposta foi adiado após divergências sobre o alcance geográfico. Montadoras pedem ampliação para países integrados às cadeias globais.

O debate expõe tensão entre política industrial, comércio e metas climáticas. A definição final poderá influenciar investimentos em aço de baixo carbono na Europa.

A UE incluirá o aço no “Made in Europe” para acelerar a descarbonização?

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.

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