Protótipo funcional avança para testes industriais
A Universidade de São Paulo desenvolveu uma bateria de nióbio recarregável que atinge 3 volts, mesma faixa das baterias comerciais. O protótipo já opera fora de condições ideais de laboratório e entrou em fase de testes industriais, segundo a própria instituição.
O desafio histórico do nióbio sempre foi sua instabilidade em ambientes eletroquímicos, especialmente na presença de água e oxigênio. Embora possua estrutura eletrônica capaz de acessar múltiplos estados de oxidação, o material sofre degradação e perda de energia.
A solução veio da biologia. Inspirado em sistemas biomiméticos estudados em Harvard, o professor Frank Crespilho adaptou o princípio de controle químico usado por enzimas e metaloproteínas. O grupo criou o NB-RAM, um meio redox ativo que funciona como uma “caixa de proteção inteligente”, estabilizando o metal sem comprometer o desempenho elétrico.
Após dois anos de refinamento experimental, conduzido com foco em estabilidade e reprodutibilidade, o sistema passou a operar em formatos industriais como células coin e pouch. A patente já foi depositada.
O avanço coloca o Brasil em posição estratégica na cadeia de valor do nióbio, mineral crítico para a transição energética.
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Fonte: USP – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
