Fundo assume papéis ligados ao Porto Sudeste
Ativos remanescentes da MMX, mineradora fundada por Eike Batista, foram vendidos por R$ 66,3 milhões em leilão judicial realizado no Rio de Janeiro. O único interessado foi o fundo de infraestrutura Planck, que arrematou o lote pelo lance mínimo definido pela Justiça.
O pacote inclui 9.519.226 debêntures conversíveis em ações da Porto Sudeste e 6.336.766 ações ordinárias da empresa. Os papéis foram avaliados em cerca de R$ 57,88 milhões pela consultoria B23 Capital Assessores Financeiros.
O valor final da operação inclui o lance principal de R$ 60 milhões, além de aproximadamente R$ 3 milhões em despesas processuais e R$ 3,3 milhões referentes à atualização monetária.
O Porto Sudeste, localizado na Baía de Sepetiba, em Itaguaí, foi projetado para escoar minério produzido em Minas Gerais. Após a recuperação judicial da MMX em 2014, o terminal passou para o controle da Trafigura e do fundo soberano Mubadala.
A MMX teve sua falência decretada em 2021, após o colapso financeiro do antigo grupo EBX. O leilão dos ativos integra o processo de liquidação da massa falida.
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A venda desses ativos representa o encerramento definitivo de um ciclo da mineração brasileira?
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Fonte: O Globo – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
