Oklahoma quer ocupar o “meio da cadeia”
Enquanto o debate sobre minerais críticos nos Estados Unidos costuma focar na abertura de novas minas, um gargalo estratégico está em outra etapa da cadeia: o refino e o processamento industrial.
O estado de Oklahoma decidiu direcionar sua estratégia exatamente para esse segmento. Em vez de priorizar a mineração, a proposta é atrair investimentos para transformar matérias-primas em materiais industriais utilizados em baterias, ligas metálicas e ímãs permanentes.
A iniciativa busca reduzir a dependência do país em relação ao processamento realizado no exterior, especialmente na China, que domina etapas críticas da cadeia global de terras raras e componentes industriais.
Um dos projetos mais relevantes em avaliação é a construção de uma fundição de alumínio pela Emirates Global Aluminium. O investimento estimado é de aproximadamente US$ 4 bilhões em uma unidade próxima ao Porto de Inola, com início das obras previsto para 2026.
Outro eixo da estratégia envolve a produção de ímãs de terras raras. A empresa USA Rare Earth desenvolve uma planta integrada em Stillwater, apoiada por cerca de US$ 1,6 bilhão em financiamento público e privado.
Além disso, a Stardust Power avança com uma refinaria de lítio em Muskogee, que já possui acordos de fornecimento e pode iniciar produção comercial cerca de dois anos após o início das obras.
Com abundância de energia eólica e gás natural, além de infraestrutura logística conectada ao sistema fluvial do Mississippi, Oklahoma busca consolidar um novo polo industrial voltado aos minerais críticos.
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A reconstrução da capacidade de refino pode redefinir a estratégia mineral dos Estados Unidos?
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Fonte: The Mining – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
