As cotações do ouro e da prata registraram quedas expressivas após a alta global da energia. O conflito no Oriente Médio encareceu o barril de petróleo, reacendendo os riscos inflacionários nos mercados internacionais.
Diante da pressão nos preços, o Federal Reserve dos EUA manteve os juros inalterados. A expectativa de manutenção das taxas altas reduz a atratividade de ativos sem rendimento atrelado, como é o caso dos metais preciosos.
O ouro acumula sete sessões consecutivas de baixas, distanciando-se em US$ 1.000 de seu recorde histórico. A prata opera abaixo de US$ 66 a onça, com desvalorização acumulada de 45% desde o pico registrado em janeiro.
A conjuntura provocou uma rotação de fundos institucionais para os setores de energia e petroquímica. O movimento indica uma perda temporária do status de porto seguro do ouro, que assume um perfil especulativo frente ao mercado de hidrocarbonetos.
Como a persistência de altas taxas de juros nos EUA pode reconfigurar o fluxo de capital global entre commodities energéticas e metálicas no médio prazo?
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