A geopolítica e a transição energética alteraram a dinâmica de oferta e procura global. O bloqueio no Estreito de Ormuz e as sanções reconfiguraram o acesso ocidental a metais industriais.
Para os compradores do Ocidente, o Médio Oriente representa agora até 40% da oferta de alumínio disponível. O cenário gerou compras de pânico na indústria automóvel devido à queda rápida dos stocks globais.
No setor da defesa, a corrida ao tungsténio para armamento limitou o fornecimento ao mercado civil. A China, produtor dominante, restringiu agressivamente as exportações deste material crítico.
Pequim investiu mais de US$ 120 mil milhões desde 2023 em mineração no exterior. Atualmente, o país asiático controla 90% do refino de terras raras e 60% do processamento de lítio.
Simultaneamente, a entrada de capital especulativo de retalho nos “metais da internet”, como o cobre e o estanho, adicionou uma volatilidade extrema aos preços nas bolsas ocidentais e asiáticas.
De que forma a reindustrialização do Ocidente poderá mitigar os riscos de dependência na cadeia de fornecimento de minerais críticos no curto prazo?
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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
