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Escassez de ácido sulfúrico ameaça mineração de cobre no Chile

Crise no Oriente Médio eleva preços do insumo em 500%

O conflito no Oriente Médio compromete o fornecimento global de enxofre. O Estreito de Ormuz concentra 40% do transporte marítimo desse mineral, que é a base indispensável para a produção de ácido sulfúrico.

A mineração chilena depende da importação de 3 milhões de toneladas de ácido por ano. O insumo é vital para o processamento de cobre, níquel e terras raras por meio de processos de lixiviação e hidrometalurgia.

Os preços spot na Ásia já registram alta de 20% no início de 2026, somando-se a uma escalada de 500% nos últimos 30 meses. O aumento impacta diretamente a viabilidade de processar minérios de menor teor.

Para enfrentar o déficit, o Chile acelera a Estratégia Nacional de Fundição e Refinaria. Parcerias entre CODELCO – Corporación Nacional del Cobre de Chile e Glencore buscam ampliar a produção doméstica e garantir a autonomia da cadeia produtiva local.

O mercado global de ácido sulfúrico deve atingir US$ 32 bilhões até 2032. O fortalecimento das fundições locais visa mitigar a exposição a choques geopolíticos e assegurar a oferta de minerais críticos.

Quais estratégias de soberania industrial são mais eficazes para proteger a mineração de choques geopolíticos nas cadeias de insumos químicos?

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Fonte: Bnamericas – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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