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Siderúrgicas investem R$ 8,5 bi em transição energética no Brasil

Taxação europeia impulsiona exportações de aço verde em 69,8%

O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (Cbam) da União Europeia alterou a dinâmica comercial ao exigir certificados de emissão dos importadores.

A nova regra favorece o mercado brasileiro, que ampliou suas vendas para o bloco econômico ao atingir a marca de 1,2 milhão de toneladas exportadas.

Para consolidar essa vantagem climática, as grandes usinas instaladas no país estão aportando capital intensivo em adequação tecnológica.

A ArcelorMittal concluiu um investimento de R$ 5,8 bilhões na construção de dois parques solares e um eólico para alimentar suas operações.

A USIMINAS destinou R$ 2,7 bilhões à modernização de seu alto-forno 3, em Ipatinga, projetado para reduzir o consumo de coque.

Simultaneamente, a Gerdau reporta que 70% de sua produção já utiliza sucata, enquanto a Aperam opera seus altos-fornos com 100% de carvão vegetal.

O desafio estrutural, no entanto, permanece comercial: o consumidor final e a cadeia produtiva resistem a pagar o prêmio de preço pelo aço sustentável.

Como a indústria nacional conseguirá rentabilizar a transição energética se o mercado global continua priorizando o menor custo financeiro imediato?

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Fonte: Diário do Comércio – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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