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Ibram contesta criação de estatal para gerir terras raras no Brasil.

Setor defende capital privado para cobrir ciclo de 10 anos sem receita na mineração.

O IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração defende a divisão de responsabilidades. O modelo proposto mantém exploração e comercialização com a iniciativa privada, enquanto o Estado foca exclusivamente na regulação e no fomento tecnológico.

A entidade aponta deficiências estruturais como justificativa. O país possui apenas 27% do território mapeado geologicamente, contra 98% de mercados concorrentes como Canadá e Austrália, o que engessa a atração de novos capitais.

O financiamento interno é outro gargalo operacional. Projetos do setor exigem mais de uma década de aportes primários. A falta de linhas de crédito estruturadas força companhias brasileiras a buscarem recursos em bolsas no exterior.

A agregação de valor dita a rota corporativa de longo prazo. A meta técnica é replicar infraestruturas maduras, que integram desde o processamento avançado até entregas logísticas em 72 horas, mantendo a receita no mercado interno.

O debate escala no Legislativo com o Projeto de Lei 2780, focado em diretrizes de minerais estratégicos. A regulação mira agilizar licenciamentos e atenuar riscos operacionais, já que o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes base.

Como a escassez de um mercado de capitais nacional focado em projetos primários e de maturação longa pode atrasar o avanço comercial do Brasil na transição energética global?

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Fonte: Diário do Comércio – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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