Tecnologia separa urânio, cobre e ouro sem o uso de químicos tóxicos
Cientistas da Academia Chinesa de Ciências (CAS) projetaram um sistema de separação por membranas inspirado em canais biológicos de cálcio. O método, descrito como “mineração verde”, foca na alta seletividade de metais pesados essenciais para a infraestrutura de nova energia e tecnologias de descarbonização.
A inovação utiliza canais microscópicos de aproximadamente 1,4 nanômetros que replicam o comportamento celular de seleção iônica. Ao atrair elementos específicos, como o urânio, o sistema bloqueia quimicamente o acesso de íons competidores, resolvendo a dificuldade histórica de separar metais com carga e tamanho semelhantes.
Em testes de 22 dias realizados com água do mar natural, o processo demonstrou eficácia na extração seletiva e na rejeição de outros elementos presentes no ambiente. Além do urânio, o sistema é adaptável para a coleta de cobre e ouro mediante a modificação de grupos funcionais na estrutura da membrana.
Essa abordagem biomimética sinaliza uma mudança estrutural na indústria de refino e reciclagem mineral. A substituição de processos químicos agressivos por filtragem molecular de alta precisão reduz drasticamente o consumo energético e os impactos ambientais severos dos métodos tradicionais de mineração.
De que maneira a adoção global de tecnologias de extração biomimética pode redefinir os custos operacionais e os padrões ESG na produção de metais estratégicos?
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