Sinergias anuais de US$ 800 milhões sustentam a nova gigante
A Teck Resources Limited avançou nos trâmites regulatórios para a fusão em igualdade de condições com a Anglo American. A operação já obteve o aval da Coreia do Sul e aguarda o posicionamento do órgão regulador da China (SAMR), com previsão de oficialização até março de 2027.
A nova companhia, com sede no Canadá, projeta capturar 80% das sinergias operacionais já no segundo ano. O foco central está na otimização de ativos estratégicos no Chile, como Quebrada Blanca e Collahuasi, visando um incremento de US$ 1,4 bilhão no EBITDA anual entre 2030 e 2049.
No primeiro trimestre de 2026, a Teck reportou um EBITDA ajustado de US$ 2,1 bilhões no segmento de cobre, alta de 125% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela produção recorde em Antamina (Peru) e pelo aumento de processamento em Quebrada Blanca (Chile).
A mineradora planeja investir até US$ 1,3 bilhão em projetos cupríferos ao longo de 2026. Além das minas em operação, ativos greenfield como Zafranal e San Nicolás avançam em licenciamento ambiental, consolidando o pipeline de minerais críticos para atender à demanda global crescente.
Como a consolidação de grandes players em ativos de cobre na América Latina impactará o custo de capital e a competitividade logística da mineração na corrida pela transição energética?
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