Escassez de recursos e juros elevados encabeçam ranking do setor
A dificuldade de acesso ao capital é o principal fator de risco para stakeholders da mineração no Brasil em 2026. Segundo o estudo anual da consultoria EY, o cenário reflete maior seletividade dos investidores e altos custos de captação, superando desafios como produtividade e licença para operar.
A conjuntura macroeconômica brasileira, marcada por uma taxa Selic de 14,5% ao ano, desestimula o aporte em ativos de risco. O deslocamento de fundos para títulos públicos limita a liquidez disponível para projetos minerais, que ainda lidam com pressões inflacionárias globais.
Além do cenário financeiro, barreiras estruturais como a obsolescência do código mineral e a lentidão no licenciamento ambiental elevam a percepção de risco. Falhas em governança corporativa também são citadas como obstáculos para a atração de capital internacional.
Apesar dos entraves, iniciativas privadas buscam reverter o quadro. O LTWSK Mining Fund projeta captar até US$ 200 milhões voltados especificamente para a cadeia de minerais críticos, visando suprir a demanda por financiamento e aprimorar a governança nos projetos.
Como o setor mineral brasileiro pode equilibrar a necessidade de capital intensivo com um ambiente de juros altos e incertezas regulatórias prolongadas?
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