Trading suíça expande presença em ativos físicos de cobre e alumínio
A Mercuria consolidou uma mudança estratégica em seu modelo de negócios ao adquirir 25% de participação em uma fundição de alumínio na Indonésia, operada pelo grupo chinês Tsingshan. O movimento marca a transição de uma casa de trading focada em pré-pagamentos para a propriedade direta de ativos físicos.
Este investimento faz parte de um plano de expansão agressivo iniciado em 2024, que já destinou mais de US$ 3 bilhões a metais básicos. A divisão de metais foi responsável por aproximadamente 15% do lucro de US$ 1,5 bilhão registrado pela companhia no último ano.
O cenário macroeconômico, pressionado por gargalos logísticos no Oriente Médio que afetam 20% do suprimento global de alumínio, elevou os preços no benchmark da London Metal Exchange em 14%. Além do alumínio, a empresa busca ativamente oportunidades de investimento em mineração de cobre para sustentar o ritmo de crescimento.
Apesar do aumento da dívida líquida decorrente desses aportes, a liderança da Mercuria afirma que o balanço suporta as atividades e planeja triplicar o volume de negócios em gás natural liquefeito (GNL) nos próximos 12 meses.
Considerando a volatilidade geopolítica atual, como a integração vertical entre trading e produção física pode redefinir o poder de mercado das grandes casas de commodities minerais?
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Fonte: The Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
