Gestoras rotacionam capital da tecnologia para ativos reais de mineração
O volume de ativos sob gestão em ETFs de mineração saltou de US$ 37 bilhões para US$ 87,4 bilhões no acumulado de 12 meses até março. Este movimento reflete uma das rotações mais agressivas da história, com investidores migrando de ações de tecnologia para ativos físicos, motivados pela demanda de infraestrutura para IA, defesa e eletrificação global.
Somente no primeiro trimestre de 2026, o setor de mineração recebeu US$ 8,24 bilhões. O fluxo positivo ocorre enquanto o índice de tecnologia da Morningstar recuou 9% no mesmo período. Analistas indicam que este ciclo é mais resiliente que o dos anos 2000, pois está diversificado entre a transição energética e a segurança de suprimentos em virtude de tensões geopolíticas no Irã.
A preferência atual recai sobre metais industriais, como cobre e alumínio, em detrimento do ouro. Mineradoras diversificadas como BHP e Rio Tinto atingiram máximas históricas, operando com múltiplos de 7 a 8 vezes EV/EBITDA. O mercado de futuros de metais movimentou US$ 21 trilhões no último ano, volume ainda pequeno comparado aos índices Nasdaq e S&P 500, o que pode ampliar a volatilidade.
Diante da volatilidade histórica do setor e do tamanho reduzido do mercado de metais comparado às Big Techs, como as mineradoras podem mitigar o risco de gargalos operacionais para sustentar esse novo superciclo de longo prazo?
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