Terras raras, lítio, grafita, nióbio, cobre e níquel entram no centro da disputa por novas cadeias produtivas
Os investimentos em minerais críticos e estratégicos no Brasil devem somar US$ 21,3 bilhões entre 2026 e 2030, segundo estimativa do Ibram para projetos já anunciados no país.
O valor representa crescimento de 15,2% em relação ao ciclo projetado para 2025-2029 e reflete o aumento do interesse por matérias-primas usadas em tecnologia, defesa, baterias, veículos elétricos e transição energética.
As terras raras estão entre os principais focos. O Brasil detém 24,7% das reservas mundiais, a segunda maior participação global, e tem 18 projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, com investimentos anunciados de US$ 2,39 bilhões até 2030.
O movimento ocorre em meio à concentração da cadeia na China, que controla 70% da produção de carbonato de terras raras e 91% do refino. Esse cenário amplia a busca de Estados Unidos, Europa e Japão por fontes alternativas de suprimento.
Além das terras raras, o país também concentra projetos em lítio, grafita, nióbio, cobre e níquel. A disponibilidade de reservas e a presença de uma indústria mineral já estruturada colocam o Brasil no radar de investidores em cadeias ligadas à eletrificação e à segurança de suprimentos.
Como o Brasil pode transformar reservas minerais em capacidade industrial e maior participação nas cadeias globais da transição energética?
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Fonte: Valor Economico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
