Participação na companhia deve ser reduzida em meio ao processo de desalavancagem e revisão da estrutura da holding
A Cosan não fará aporte de capital na Raízen, afirmou Marcelo Martins, CEO da companhia, durante teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre de 2026.
Segundo o executivo, a premissa segue válida no contexto do processo de recuperação extrajudicial da Raízen. A eventual conversão e a contribuição de capital pela Shell devem resultar em redução substancial da participação da Cosan, que poderá se tornar minoritária.
Martins também afirmou que a Cosan não deve permanecer em acordo de acionistas com a Shell. “Esse deixará de ser um investimento relevante e a gente vai, sim, buscar liquidez em algum momento”.
A companhia informou ainda que deixou de reconhecer os efeitos da Raízen nas demonstrações financeiras da holding. A estratégia de desalavancagem, segundo a administração, não será baseada em dividendos das controladas, mas na venda de participações em empresas.
O executivo disse ser “bastante razoável” afirmar que a holding pode deixar de existir em um horizonte de três a cinco anos, após o avanço do processo de desinvestimento e redução da alavancagem.
Como a reestruturação da Cosan pode alterar a relação entre holdings, ativos operacionais e mercado de capitais no Brasil?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
